Pular para o conteúdo principal

eu curti.

Eu acho muito divertido intervenções urbanas como os Stikers. Muitas vezes um simples papel colado no muro pode transformar totalmente a mensagem original. Esse tipo de arte é bem característico dos centros urbanos, é uma forma lúdica, principalmente, dos jovens expressarem seus pensamentos e criatividade. Há quem diga que isso nunca possa ser chamado de arte, que isso não passa de um vandalismo simples e puro. Essa discussão é antiga e sempre polêmica, e não vai ser eu que vou dar fim nela, em um post de 20 linhas. Eu só quero mostrar a minha admiração à criatividade de muitos jovens que conseguem se expressar muito bem com um pedacinho de papel rabiscado no caderno, enquanto, muitas vezes, eu passo horas diante de um raf e não consigo ter metade da criatividade deles.

Os stikers são, na maioria, simples, criativos e inteligentes. Quem faz esse tipo de intervenção, geralmente, usa a publicidade e o mobiliário urbano para ironizar a própria sociedade. Os stikers são simples, geralmente feitos com canetas esferográficas, folhas de papel e cola escolar, há também quem crie com tecnologias como fotocopiadoras, computadores etc. Mas em todos os casos a criatividade é o diferencial.








Essa cultura alternativa já foi até absorvida pelo mercado. Ela deu origem aos adesivos de parede que tanto enfeitam as salas de muitas pessoas. Você com certeza já pensou em ter um adesivo de vinil na sua parede, um de flor ou do Mário Bros bem atrás do seu sofá... vai, confessa...








Eu também me aventuro por essa brincadeira. Vez ou outra faço um stiker, nada tão criativo quanto esses aí de cima, mas é legal, uma forma de extravasar e criar só pra mim. Usar minha criatividade pra me divertir. o último foi o stiker do “curti”.



Achei muito legal essa interação do facebook de poder curtir as coisas, é uma forma simples de interagir. Um dia desses estava andando pelas ruas e vi um stiker muito legal na placa de trânsito, na hora pensei “curti isso”, pena q o autor não estava lá pra eu levantar meu polegar e mostrar que tinha curtido. Me veio então a idéia de fazer uma intervenção na intervenção dele. Quando cheguei em casa confeccionei uns adesivos com o ícone do facebook. Na próxima oportunidade eu vou curtir.

E aí? gostou? então baixa aí o .pdf e saia curtindo a sua cidade.

abs

ps.: recomendo comprar um papel adesivo, fica muito mais fácil, basta recortar.


Sai colando por aí

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Café com leite... de coco

Há quase um ano eu mudei radicalmente meus hábitos alimentares. Cortei de vez a carne do cardápio. Sério. Motivado por princípios ideológicos e biológicos não como mais nenhuma carne, nem vermelha nem branca. Não me tornei vegan, virei vegetariano. Pra quem não sabe a diferença: uma pessoa vegan (ou vegano) não consome nada de origem animal, nada mesmo, não só na questão alimentícia mas até no vestuário. Não usa roupas de couro, não usa cosméticos testados em animais, não come leite e derivados, etc. O vegetariano pode consumir leite e derivados, mel, ovo. No meu caso, fiquei com a segunda opção. Mas a mudança de hábito começou bem antes de eu cortar as carnes, pelo menos uns seis meses antes. Desenvolvi uma intolerância a lactose. É, eu sei, é triste. Imagine não poder comer queijos, leite condensado, creme de leite... doce de leite!! Mas por questão de força maior foi preciso abandonar essas coisas tão boas. Junto com essa intolerância veio uma leve gastrite (muito mais ne...

100% REPRESENTATIVIDADE

Dois eventos recentes são os motivadores desse texto. O primeiro foi o lançamento do filme Pantera Negra nos cinemas, o segundo foi o “discurso” do apresentador do reality show BBB Tiago Leifert. Quando Pantera Negra foi lançado muitos entenderam e louvaram a relação direta entre um protagonista negro de um filme de super-herói e a representatividade. Mas o que chamou a atenção foi a imediata chuva de discursos e piadinhas tentando tirar a legitimidade dessa representatividade. Quando uma participante de um reality show saiu do programa, o apresentador irresponsável fez um discurso em rede nacional recheado de bobagens onde uma frase me chamou muito a atenção “A representatividade não leva a nada”. A irresponsabilidade de dizer uma frase dessa em rede nacional na maior emissora de televisão do país não tem justificativa, em nenhum contexto. Porque a representatividade importa tanto? Essa pergunta não deveria nem existir. A partir do momento que tu entende o que é a...

O Affinity é o CorelDRAW que o CorelDRAW queria ser

Quando cheguei por aqui, nem tudo era mato, mas ainda havia bastante terreno para explorar. Como quase todo profissional da área criativa dos anos 1990 e 2000, passei por uma infinidade de softwares. QuarkXPress, PageMaker, FreeHand, Flash, Fireworks e vários outros da antiga Macromedia fizeram parte da minha formação. Mas havia um nome que ocupava um lugar especial nas agências e departamentos de arte: o CorelDRAW. Originalmente, o CorelDRAW nasceu como um software de desenho vetorial. No entanto, ao longo do tempo, decisões de mercado e demandas dos usuários fizeram com que novas funcionalidades fossem sendo incorporadas ao programa. Aos poucos, ele deixou de ser apenas uma ferramenta de ilustração e passou a flertar com edição de imagens, diagramação e outras atividades. A ideia era ambiciosa. Concentrar em um único software tarefas que normalmente exigiam programas diferentes. O problema é que a tecnologia da época não acompanhava essa ambição. Existe uma velha piada entre designer...